4.10.11


-"Provérbio mais do que acertado sr Pompeu!"

-"É verdade dona G. mas não passa de um provérbio!"

-"Os provérbios existem porque têm algum fundamento sr Pompeu!"

-"Sim, mas não se podem levar à letra dona G."

-"Se eu juntasse a sabedoria de hoje com a energia de outrora..."

-"Seríamos todos uns super homens e umas super mulheres dona G!"

-"Eu teria feito tudo ao contrário e teria tido menos dissabores na vida sr Pompeu!"

-"Essa agora deu que pensar dona G..."

-"Está a ver onde quero chegar sr Pompeu?"

Fez-se silêncio na mercearia Harrieta e quando dou por ela, o Pompeu tinha os olhos rasos de água. Perguntei-lhe o que tinha. Ele de voz embargada e muito constrangido, disse: -"Não tenho nada dona G... esse é que é o problema! Sou um homem vazio por dentro e por fora! Nunca conheci o verdadeiro amor por medo, nunca me atrevi a a procurá-lo por covardia e nunca tive um dissabor na vida, porque antes que a vida me sacaneasse, afastei toda a gente do meu caminho, magoando antes que alguém me pudesse magoar a mim..."

Saí de lá confusa com a revelação minha amiga... Que seria aquilo afinal? Porquê comigo? Simples desabafo de um velho para outro? Ou uma confissão apertada no peito que saltou fora por não ter mais margem para se conter?...

 

Um beijo com saudade,

 

G.

 

link do postPor A Velha Amarga, às 08:57  comentar

 
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